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Desabafos,,

Da vida não quero muito. Quero apenas saber que tentei tudo o que quis, tive tudo o que pude, amei tudo o que valia a pena e perdi apenas o que, no fundo, nunca foi meu.

Desabafos,,

Da vida não quero muito. Quero apenas saber que tentei tudo o que quis, tive tudo o que pude, amei tudo o que valia a pena e perdi apenas o que, no fundo, nunca foi meu.

O Congresso

manel martins, 21.11.20

O Chega é o fenómeno ascensional que é porque a comunicação social assim o faz. O PCP passa por um percurso inverso porque a comunicação social o esconde. As iniciativas do PCP raramente são notícia por elas próprias e quando o são é por razões adjacentes, como se fossem uma coisa má ou arrastassem algo de mal. Ao outro, basta-lhe dar um traque no Parlamento e logo é objeto de notícia, de alargado debate, será que vai infetar o PSD ou apenas se irá sentir o efeito mais além? Em que medida é que tal acontecimento vai atingir o Governo? E pronto, temos conversa para uma semana, a alimentar fóruns e espaços de comentário.

Ocorreu-me tudo isto por reação a uma notícia do Público, de hoje, que até teve honras de primeira página – O Congresso do PCP. Não se pense que o Público foi saber, para nos informar, quais as propostas, as ideias, os planos que o PCP vai discutir para orientar a sua ação e em que medida isso pode ter impacto político na vida nacional. Não, o que interessou foi informar que “PCP não fará testes nem medição de temperatura”. Depois é uma página inteira, mesmo inteira, a descrever as condições logísticas do espaço do Congresso, para se poder concluir pelo descrédito do organizador do evento e por consequência pela descredibilização do mesmo. Quanto ao conteúdo do Congresso, nada de nada. Ou seja, para o Público o Congresso do PCP é notícia porque permite desacreditar a ação do PCP. Com a Festa do Avante foi muito pior, foram meses, páginas e páginas. 

 Tudo isto está ao nível daqueles que comparam a participação no Congresso com a ida a um supermercado ou os que consideram que o Governo está a fazer um frete ao PCP porque proíbe a liberdade a uns e deixa o PCP realizar o Congresso. Ora, uns e outros sabem que mentem porque conhecem a lei que proíbe que, em caso algum, os partidos sejam impedidos de realizar Congressos ou outros eventos políticos, mesmo em tempos de pandemia. Ou seja, a realização de um Congresso depende da vontade do Partido que o promove contra a qual nenhum Governo pode proibir.

É altamente provável que o Público, os analistas do Público e de todos os outros quadrantes, que escondem o PCP, é provável que numa próxima noite de eleições e face aos resultados apareçam a concluir pela queda eleitoral do PCP, queda para a qual contribuíram numa proporção equivalente à da subida do Chega, que tanto promoveram.

Nota: Não sou nunca fui militante do PCP ou de qualquer outro partido
(roubado) a "incursões"

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